Vejam a imagem abaixo: salvo poucas exceções, a maior parte dos funcionários dos nossos Correios não sabe o que é Filatelia e não respeita as peças que circulam para nós filatelistas.
Tem de tudo: selos colados sobrepostos, selos rasgados, anulações de selos com canetas esferográficas, envelopes com furos de grampos, peças molhadas ou mofadas e por aí vai.
O envelope abaixo, enviado por um colecionador português, teve recomendações na origem para que as obliterações fossem caprichadas, pois a peça iria para a coleção de um filatelista daqui. Não adiantou nada…
Uma sugestão para as cabeças pensantes dos Correios: poderia ser criado um curso de Filatelia obrigatório aos funcionários que manipulam correspondências. Via intranet ECT, com baixo custo para a empresa. Acho que daria algum resultado…
Bronca nos Correios: Falta de respeito com os filatelistas
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8 Comentários

É verdade , concordo contigo. Abração Julio
Date: Thu, 8 Jan 2015 16:22:27 +0000 To: deodet13@hotmail.com
Realmente é de revoltar o péssimo serviço que o correio presta hoje, cheio de terceirizados, totalmente descomprometidos com o serviço postal.
Lembro de como era tratado o filatelista, recebi diversas cartas de fora (por sinal vou publicar por aqui no meu blog) sempre chegaram impecáveis.
Na primeira postagem do meu blog, eu coloco de como eram as coisas. Quanta saudade.
Quer um exemplo de absurdo.
Aqui em Juazeiro/BA, fui na agência para ver se achava algum selo comemorativo. Achei. TODOS blocos (inclusive os da copa) estavam GRAMPEADOS, as folhas da cidade sede, idem.
Conversando com o gerente, ele confessa que não sabe nada de filatelia (veja que ele é o gerente da agência). O funcionário do caixa, despicota os selos com régua (nunca tinha visto isso). Tive que eu mesmo separar para não matar os selos.
Abraço de um saudoso filatelista
É uma pena mesmo que isso tenha acontecido. Mas, acho que é mais fácil o remetente filatelista por um envelope plástico na peça do que os Correios encontrarem uma forma de não “estragar” os vários tamanhos de envelope. A etiqueta dos Correios no processo de importação faz parte do processo.
Hali, acho que essa etiqueta não faz parte do processo, pois a grande maioria das remessas que recebo do exterior não tem a dita cuja. E, mesmo que fizesse, poderiam colocá-la no verso do envelope. Se o remetente colocasse um plástico, tenho certeza que os correios rasgariam, para escrever ou colocar etiqueta direto no envelope.
Meu amigo, os CORREIOS desrespeitam não somente os filatelistas, mas todos os clientes em geral. Eu parei de trocar selos com o estrangeiro porque as cartas agora levam de 40 a 180 dias pra chegar, quando na década de 80 levavam 15 dias. Qualquer encomenda interna não chega no prazo. A estrutura de entrega dos CORREIOS foi sucateada, a logística é um desespero. As cartas que chegam no Centro de Triagem de Curitiba, levam meses pra sair de lá; O Centro de Triagem de Benfica-RJ, as encomendas mofam lá dentro.E o pior que os CORREIOS não admitem que se transformaram num CAOS. Ninguém entende de filatelia, nem de postagem, nem de logística, nem de estrutura. Pra quem viveu os anos áureos dos CORREIOS, dá uma dor funda no coração.
Juan, concordo com as suas reclamações. Eu parei de comprar selos no exterior para revenda, pois a entrega está demorando de 3 a 6 meses – nem no tempo do Império demorava tanto.
Reclamei e recebi como resposta que seu eu quero agilidade na entrega que pague os impostos de importação (60%) e peça remessa via OMS (sedex internacional), que inviabilizaria totalmente o negócio. E ainda me chamaram sutilmente de contrabandista de selos…
Eu mesmo já não aguento mais ter as minhas correspondências, principalmente do exterior, com os selos rasgados na tentativa de um pseudo colecionador de arranca-los. Na verdade tá mais para um ladrão, já que furta os selos das minhas cartas. Infelizmente os Correios estão muito longe do que já foi um dia. E o mais triste não adianta reclamar. Quando puder posto aqui as fotos da quantidade de cartas destruídas.
No mais um grande abs a vc Júlio.
PETIÇÃO AO PRESIDENTE DOS CORREIOS
Não ao sucateamento da Filatelia
Após anunciar que a partir do dia 31 de dezembro de 2016, 13 agências filatélicas serão fechadas em todo o Brasil, chega-nos a informação oficial de que a versão impressa da Revista COFI (Correio Filatélico) não mais circulará. Para amenizar, com uma desculpa que carece de maior confiabilidade, anunciaram que a revista será distribuída on-line, mas que este novo formato ainda não tem data previsão de início.
Estamos assistindo a um triste sucateamento da Filatelia por parte dos Correios. A impressão que fica é a de que algumas pessoas “aculturadas” querem acabar com a Filatelia. Por não terem o devido interesse e conhecimento do significado da Filatelia enquanto manifestação cultural e ferramenta auxiliar para a educação, querem rebaixá-la a um status menor. A Filatelia é parte importante do negócio de diversas administrações postais em todo o mundo, mas aqui não se investe e nem se aproveita este potencial de vendas dentro e fora do país com uma boa política de emissões e produção de produtos filatélicos, cuja qualidade é duvidosa, caro, mal distribuído em sua rede de varejo, pouco atrativo para jovens e adultos e inseguro a julgar pela quantidade enorme de falsificações.
Pensando em termos comerciais, o que te parece em vender ao usuário um direito a um serviço que não será utilizado? Parece ser um bom negócio, não é mesmo? Claro, se eu compro um selo postal que poderia ser utilizado para enviar uma carta para o outro lado do mundo e resolvo não utilizar o serviço (e simplesmente guardá-lo em um álbum para colecioná-lo) dou à administração postal uma ótima margem de lucro. Portanto, quando os correios vendem um selo novo, que não será circulado, vendem um “bem cultural”, pois o selo postal traz informações importantes sobre a fauna e a flora de um país, sobre seus vultos célebres, suas riquezas minerais, etc. No entanto a alegação para o fechamento de várias agências filatélicas é de que não lucro! Como assim?
Tenho visto ao longo dos anos, os trabalhadores das agências filatélicas serem dedicados, atenciosos, dando o melhor de si e, comprometidos com esta consciência de que Filatelia é sobretudo educação e cultura. No entanto, estes trabalhadores não podem fazer milagres diante da falta de investimento em recursos humanos, numa estrutura pouco inteligente e imposta de “cima para baixo”. O problema está em Brasília e não nos Estados.
Quanto mais os Correios investirem em Cultura, mais os produtos Sedex e Pac ganharão com isso porque gozarão de uma imagem mais positiva perante o consumidor do serviço postal. Queremos que a administração postal brasileira escute e estabeleça um diálogo construtivo com a comunidade filatélica, a fim de que a empresa encontrar soluções mais inteligentes, aliando a necessidade de ser mais rentável com o fomento da cultura.
Clubes, filatelistas, comerciantes, jornalistas filatélicos e fabricantes de materiais filatélicos devem se unir neste momento para tentar reverter este cenário. Já começaram as manifestações de norte a sul. É agora ou nunca. Não podemos parar. Vamos enviar cartas, telefonar, fazer abaixo-assinados, divulgar no Facebook e Twitter, encher a caixa de e-mail deles até que alguma coisa seja feita. Seja respeitoso ao fazer seu comentário. Vamos nivelar a discussão “por cima”.
Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem
– por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.
Clique aqui para ler e assinar: nossa meta inicial é colher 100 assinaturas
https://secure.avaaz.org/po/petition/Presidente_dos_Correios_NAO_AO_SUCATEAMENTO_DA_FILATELIA/?cHiVafb