Resposta da FEBRAF às críticas de Arlan dos Santos Argôlo

Na última edição do Informativo, na matéria “Bronca nos Correios”, publiquei comentário do amigo Arlan dos Santos Argôlo, no qual fez críticas à atuação da FEBRAF – Federação Brasileira de Filatelia.
Pois bem, logo após, recebi resposta da FEBRAF, que publico agora:

No ultimo dia 18 de março de 2017 ocorreu a eleição da nova diretoria da FEBRAF para o período 2017/2021. A gestão estará sob coordenação do Sr. Rubem Porto Jr.
No período de 2013/2017 a coordenação esteve a cargo do Sr. Reinaldo E. Macedo.
O objetivo maior da entidade foi/é  promover a sã filatelia brasileira em nível nacional e internacional. De forma profissional o trabalho foi/está sendo  desenvolvido. Em nenhum momento visou/visa diferenciação a filatelistas ou clubes, todos….todos, sem exceção,  tiveram/tem o mesmo tratamento e oportunidade.
Face a pequena e infeliz nota do Sr. Arlan Argolo  publicada na edição do boletim eletrônico da FILATELIA 77  de 07 de abril de 2017 nos obriga a pontuar temas de forma a ter clara a ação da FEBRAF:

  • A FEBRAF foi recebida na gestão do Sr. Reinaldo E. Macedo em 13 de abril de 2013 e até a data da nova eleição em 18 de março de 2017 NÃO RECEBEU NENHUM DOCUMENTO, NENHUM ACERVO TÉCNICO, NENHUMA PREMIAÇÃO a qual a FEBRAF tenha feito jus em seus então 36 anos de vida. É no mínimo estranho este fato considerando que a gestão 2013/2017 deixou, após 4 anos, grande acervo de livros e boletins técnicos, pastas contendo as atas de congressos ocorridas no período, balanços financeiros devidamente encadernados e aprovados, além de medalhas e troféus. Toda a documentação foi formalmente informada e transferida para a nova gestão. A promessa de entrega do material PERTECENTE À FEDERAÇÃO foi feita diversas vezes pela CIA citada pelo Sr. Arlan Argolo sem que o fato nunca ocorresse. Para nós isto é apropriação indevida;
  • Em 13 de abril de 2013  a FEBRAF foi transferida com multas por atraso de entrega do IR, sem pagamento das entidades FIAF e FIP e com um caixa de R$ 2.331,13 (totalmente incompatível com as despesas a cumprir). A Federação se reorganizou, fez ações corretivas, ajustou pagamento de multas por atraso de entrega de impostos, pagou anuidades das Federações, se capitalizou e com isto realizou exposições Internacionais e Nacionais. Promoveu a seus custos e de forma gratuita seminários internacionais, distribuiu livro técnico durante a exposição nacional de 2015, renovou o site e passou a publicar uma revista impressa semestral (já está no terceiro número);
  • De pronto a renovação da filatelia em 13 de abril de 2013,  alguns clubes diretamente vinculados a CIA deixaram de pagar a anuidade e até Federação Estadual deixou de existir em atitude unilateral. Motivo: tinham o único objetivo de voto, de tornar sustentável um poder centralizador. A FEBRAF é de todos. A FEBRAF apoia de forma clara a todos os clubes, sejam eles associados ou não, além de agracia-los com a emissão de carimbos comemorativos (quando requerido por associado em dia com suas obrigações). Observe neste item que as  regras foram criadas ao longo deste período e claramente publicadas no site da Federação de forma a tornar claro o relacionamento. A emissão sempre teve por objetivo privilegiar uma atividade filatélica ;
  • Sempre que possível a FEBRAF realizou/realiza doações financeiras a entidades filatélicas que desejavam promover exposição e tinham naquele momento dificuldade de recursos;
  • A integração entre filatelistas passou a ser praticamente plena. A FEBRAF deixou de ter bairrismos e divisões internas que só visavam a concentração de poder;
  • As exposições nacionais passaram a ser abertas a todos os interessados em se inscrever para apresentação de seus trabalhos. A FEBRAF deixou de lado o excesso de regras que só prejudicam os que querem iniciar a arte do colecionismo. RENOVAÇÃO. Criou-se um processo natural de renovação. Portas abertas a todos;
  • A FEBRAF quando do anúncio do fechamento das agencias filatélicas interveio diretamente nos correios em Brasília pela facilidade em ser a cidade que reside Sr. Reinaldo E. Macedo, até 18 de março presidente da FEBRAF. Se observarmos o processo de fechamento, o mesmo foi por duas vezes adiado…..porque será????. A crise financeira que os Correios enfrentam supera o aspecto filatélico. As ações são muito maiores e mais amplas que somente o setor filatelia. São de profunda gestão financeira e está muito acima de qualquer ponto que a FEBRAF possa ter ação por mais que queiramos. Os correios tem apoiado, na medida de sua realidade, a FEBRAF e a Filatelia. Deve se ver que ao longo de 36 anos de gestão, aonde a fartura realmente existiu, a federação nada fez para ter autonomia de realização de eventos e pouco ou nada criou de forma a incentivar a real  filatelia. Como dito em 18/03/2017: AINDA HÁ MUITO A FAZER;
  • Por fim pediríamos ao autor de tão desastradas linhas, Sr. Arlan Argolo,  que pontuasse as sugestões que possivelmente tenha enviado a FEBRAF ao longo do período em qual o Clube estava em dia com a Federação? Quais comentários teceu das publicações que religiosamente tem recebido, mesmo não estando em dia com a Federação? E por fim que mantivesse melhor contato com a agencia filatélica de seu estado a qual recebeu toda orientação e apoio quando diretamente contatou a Federação.

Este tipo de bairrismo e atitude destrutiva nada ajuda a filatelia pois sob a ótica do “bonzinho” está tentando destruir a filatelia que a muito custo e trabalho está sendo construída.
Temos muitos desafios pela frente e somente a real e desinteressada união/trabalho poderão permitir buscar novos e melhores dias.
A FEBRAF é de todas e esta sempre aberta a receber ideias construtivas e a participativas.

Atenciosamente,

Rubem Porto Jr. – Presidente 2017/2021
Reinaldo E. Macedo – Presidente 2013/2017

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2 opiniões sobre “Resposta da FEBRAF às críticas de Arlan dos Santos Argôlo

  1. Estou de pleno acordo com os dizeres da FEBRAF e apoio os seus Presidentes “in Totum” – Abraços

  2. Arlan dos Santos Argôlo

    Serei breve em minhas considerações sobre a resposta da FEBRAF às minhas críticas publicadas pelo Informativo da Filatelia77.
    Bom, quando o Clube Filatélico Marechal Rondon foi fundado em outubro de 1978 pela Agência Filatélica de Porto Velho e até hoje funciona nas dependências da mesma, sempre fazia suas exposições filatélicas amadoramente (mas com apoio da AGFIL-DR/RO), aqui na cidade, por quase 03 décadas, sem nenhum apoio da FEBRAF, mesmo ele sendo membro da mesma, desde 1983. Foi somente na gestão do Coronel Marcelo Stuard e Cia, que o C.F.M.R. foi reconhecido como tal e passou a receber apoios importantes, nos eventos locais, nacionais e internacionais.
    Faço parte ininterruptamente da filatelia rondoniense desde 1986 (portanto 31 anos), sei muito bem o que acontece na filatelia daqui do meu Estado. Já estamos acostumados a lidar com esse tipo de situação de apoio ou não da FEBRAF, que a meu ver, nada ter a ver com isso como Federação, e sim os gestores que passam por ela. Também, não ficarei aqui, dizendo o que faço ou deixo de fazer pela filatelia do meu estado de um modo em geral, até porque, quem é de fora de Rondônia, e realmente conhece o nosso trabalho de décadas, sabe o que é feito aqui.
    Se as atuais gestões da FEBRAF fizeram alguma coisa pela filatelia de Rondônia, foi em 2014, num evento realizado na cidade de Cacoal (interior do estado), feito esse, através do diálogo entre Presidente da FEBRAF e Seção de Filatelia da DR/RO, nada contatou os Clubes Filatélicos desse estado envolvidos naquela Mostra Filatélica. Portanto, nunca vi a presença dessa atual gestão na filatelia daqui.
    Se a atual gestão da FEBRAF desconhece o que se faz ou deixa de fazer na filatelia rondoniense, o mesmo digo daqui, desconheço os “feitos e méritos” dessa gestão, pois os tais feitos ficam restritos somente aí no centro-sul do país.
    Não tenho mais saco e nem idade para querer mostrar algo a ninguém do que fazemos aqui, já estamos acostumados a lidar praticamente sozinhos, de como faz filatelia no Brasil, principalmente nos dias de hoje. Nunca foi o meu forte, nem intuito de querer acabar com a filatelia brasileira, pelo contrario, tento manter ainda viva, a filatelia no meu estado de Rondônia, com ou sem ajuda de instituições burguesas elitizadas.

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