Correios vão interromper a venda dos selos Personalizados com vinhetas

Atenção, esta informação é muito importante: a partir de 1º de agosto os Correios deixarão de vender quase todos os modelos de selos personalizados com vinhetas que estão disponíveis, desde os lançados em 2003 até os últimos, disponibilizados em 2015. Digo quase todos porque tem algumas exceções, mas que também em breve não serão mais vendidos. Vamos às explicações:
— Serão vendidos até o término do estoque e não serão mais reimpressos:
– C-2853: Bandeira e Ipê horizontal
– C-2854: Bandeira e Ipê vertical
– C-3410: Minas Gerais autoadesivo
Também entram nesta situação os seguintes personalizados básicos:
– PB-7 a PB-26: todos os personalizados básicos impressos na folha atual, que deixará de ser vendida quando terminar o estoque dos Correios, pois vão passar a vender somente os novos modelos Prisma (vide matéria acima).
— Serão vendidos até o evento Colecionar 2017 (29 de outubro) ou término do estoque (o que ocorrer primeiro):
– C-2702/2707: Rio de Janeiro
– C-2927/2938: Praias Cariocas
– C-2940/2951: Brasília
– C-2962/2973: Brasília Sonho e Realidade
– C-3004/3009: Pantanal (estava com a venda suspensa, foi liberada nesta data)
– C-3038/3049: Maravilhas do Rio de Janeiro
Todos os demais personalizados com vinhetas terão as vendas encerradas a partir de 1º de agosto.

Aproveito a oportunidade para fazer um comentário sobre os selos personalizados: muitos filatelistas torcem o nariz para estes selos, dizem que são figurinhas para explorar colecionadores. Não concordo, inclusive ouvi de um chefe de departamento dos Correios, pouco tempo depois do lançamento dos personalizados, que eles nem tinham pensado na Filatelia ao lança-los e que estes selos visavam os clientes corporativos. Acabei concordando com ele, pois os personalizados vendidos aos colecionadores é uma quantia muito irrisória se comparada à vendida para empresas ou entidades, que em muitos casos chegam a comprar milhares de folhas.
Não são figurinhas, pois têm editais de lançamento (os que não têm, terão em breve) e podem circular normalmente.
Essa aversão aos personalizados repete uma mesma situação ocorrida no início do século passado, com os selos comemorativos: muitos colecionadores à época também torciam o nariz para os comemorativos, dizendo que eram figurinhas e não selos. Até a UPU (União Postal Universal) vetava o uso dos comemorativos em correspondências internacionais. Demorou muitos anos para que colecionadores e UPU se rendessem às evidências e aceitassem os comemorativos. E o que seria da nossa Filatelia hoje, sem os comemorativos?
Os personalizados nada mais são que uma inovação do século 21 nos selos postais, vieram para ficar. Quem ainda torce o nariz para eles, pense melhor e aproveite esta última oportunidade de adquiri-los ainda por bons preços (vejam a matéria abaixo).

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4 opiniões sobre “Correios vão interromper a venda dos selos Personalizados com vinhetas

  1. arnaldo

    gracas a Deus… esses selos eram apenas propagandas de empresas e nao correspondia a cultura que os selos representam.

  2. Não concordo: você está confundindo os selos com as vinhetas personalizadas.
    Julio

  3. Leo

    Só uma correção: os selos personalizados básicos (essas figurinhas caça-níqueis no âmbito da Filatelia) não tem edital e nunca terão, pois são produzidas com base no interesse dos clientes e não da administração postal. Portanto, não tem edital.

    Basta qualquer pessoa fazer seu próprio selo personalizado e permitir o uso da imagem pelo correio… Aí, depois, ganha código RHM e pronto… só existirá um vendedor desses selos no Brasil.

    A comparação com a introdução dos selos comemorativos no século passado não é boa, pelo simples fato que a emissão dos selos personalizados, agora, é infinita, é só ceder a imagem para o correio.

    Selo só é selo quando emitido pela Administração Postal com programação prévia, de resto, é FIGURINHA. Beira às emissões abusivas!.

  4. Caro Leo,
    Desculpe, mas você é mais um colecionador que não sabe o que é um selo personalizado. A sua afirmação “Basta qualquer pessoa fazer seu próprio selo personalizado e permitir o uso da imagem pelo correio… Aí, depois, ganha código RHM e pronto… só existirá um vendedor desses selos no Brasil.” mostra isso.
    Primeiro, não basta qualquer pessoa fazer seu próprio selo personalizado e permitir o uso da imagem pelo Correio. Mesmo que permita o uso, o Correio só libera a venda se tiver algum interesse institucional ou filatélico, como todos que foram liberados até agora.
    Segundo, se o Correio tem o uso da imagem, o selo terá venda liberada para qualquer um que tenha interesse, em todas as agências, portanto, não existirá só um vendedor desses selos.
    Tem ou terá edital, para o lançamento do selo personalizado base. As imagens que terão não necessitam de edital, conforme a configuração desse produto.
    Finalizando, selo é selo, seja regular, comemorativo, personalizado, autômato, aéreo, taxa, etc, etc, etc. Se pode ser usado em uma correspondência para franquear o porte, é selo. Como dizia uma antiga chefe do Departamento de Filatelia dos Correios, cabe a cada colecionador decidir o que quer colocar na sua coleção.
    Julio

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