Balanço de Ano Novo

Todo início de ano faço um balanço, a minha análise pessoal sobre o que terminou e esperanças para o que está iniciando.
Confesso que pensei em não fazer neste, pois o meu otimismo está muito baixo, talvez o menor desde que iniciei no comércio filatélico, há vinte anos.
Mas vamos lá…
Para a Filatelia77 o ano que terminou foi ótimo. Atingimos a quantidade de 370 assinantes cadastrados das novas emissões do Brasil. Iniciamos os leilões no site Leilões.BR. Mudamos de endereço em novembro, agora melhor instalados. Só não foi um ano melhor por causa dos nossos Correios, que deixaram muito a desejar.
Começo as críticas com o assunto do ano: o bloco Mackenzie, cuja venda à instituição homenageada de 2/3 da tiragem, deixando a comunidade filatélica na mão (matéria nesta edição), provocou uma onda de reclamações por parte dos colecionadores, aos quais faço coro – pela primeira vez em 16 anos do nosso serviço de assinaturas, deixei de fornecer uma emissão aos assinantes.
Como efeito cascata, o bloco 150 Anos da Lei do Ventre Livre também esgotou rapidamente. Depois do que aconteceu com o bloco Mackenzie, alguns especuladores varreram o Brasil e compraram tudo que acharam deste. Não foi difícil esgotar: tiragem de somente 10.000 blocos, com apenas 7.400 indo para o comércio filatélico. Argumentei com quem gerencia a Filatelia nos Correios que tiragens baixas assim são perigosas, fáceis de especulações por parte de aproveitadores. Mas não fui convincente o suficiente. Estão determinados a diminuir cada vez mais as tiragens, não se importando com a comunidade filatélica.
E os selos personalizados? Sei que muitos não os colecionam, mas do outro lado também muitos passaram a coleciona-los nos últimos anos. Tivemos 45 em cada um dos dois anos anteriores, 2019 e 2020. Somente cinco em 2021. Quase foram extintos de vez. Por que? Um absurdo, a ideologia política! Sim, a alta direção dos Correios querendo acabar com eles, com receio de verem estampados nos selos postais motivos, entidades ou pessoas com ideologia política contrária ao atual governo. Pensem o que quiser sobre isso, eu não posso colocar aqui a minha opinião neste assunto. Quem gerencia a Filatelia nos Correios está lutando a duras penas para que continuem. Está sendo reformatado o modelo de venda. Houve uma tentativa de retorno, que durou pouco. Prometem que voltará, vamos aguardar.
Até a série por mim idealizada, “Os Grandes Nomes da Filatelia Brasileira”, aceita pelos Correios em 2020, foi paralisada. Justa homenagem para aqueles que construíram a história da nossa Filatelia, teremos que aguardar e torcer para que deixem retornar.
Cancelaram todos os contratos dos comerciantes filatélicos, que permitiam compra com desconto e, consequentemente, me permitia vender pelo valor facial (também matéria nesta edição). Estão analisando a implantação de um novo, mas vamos aguardar sentados. As coisas nos Correios não têm a agilidade necessária, muita burocracia envolvida.
A programação filatélica de 2021, também matéria nesta edição, achei fraquinha. Conforme comento na matéria, esperava mais dos 200 Anos da Independência.
Neste assunto, mais um comentário: quando as reuniões da Comissão Filatélica Nacional eram presenciais, participei de várias nos últimos anos daquele formato. Tinha a oportunidade de defender junto aos demais integrantes os motivos sugeridos de maior interesse filatélico. Agora são virtuais, continuo participando, mas somente votando. Não existe mais aquela oportunidade, nenhum contato com os demais membros votantes. Vários deles não têm o mínimo conhecimento filatélico.
Os encontros presenciais, que voltaram timidamente no segundo semestre de 2021, achei que iriam bombar este ano. Mas com as novas ondas da pandemia, não sei se acontecerão. Vários estão marcados, espero que aconteçam. Teremos também a Lubrapex, comemorativa dos 200 anos da Independência. No final do ano, espero que aconteça mesmo.
Mas não podemos perder o otimismo e deixar a peteca cair. Vivo (ou sobrevivo) do comércio filatélico há vinte anos. Vou dançando conforme a música, principalmente porque o principal fornecedor do meu negócio é a ECT. Vou driblando as crises e levando adiante.
Votos de um novo ano filatélico excelente para todos nós!

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